DOCUMENTARIO: Espiritismo à Francesa: a derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec

“Espiritismo à Francesa: a derrocada do Movimento Espírita Francês pós-Kardec” é uma produção da Luz Espírita (http://www.luzespirita.org.br), de janeiro de 2018, que põe em pauta uma das questões mais curiosas (e um tanto controversa) acerca dos desdobramentos da continuação da obra de Allan Kardec, logo após sua desencarnação, cujo resultado foi, já no começo do século XX, o enfraquecimento e desaparecimento quase absoluto do Espiritismo, tanto na França, seu berço, quanto na Europa e outras regiões do mundo.

Roteiro: Louis Neilmoris | Direção e apresentação: Ery Lopes | Narração: Dora Carvalho
Comentários: Adriano Calsone, Antonio Cesar Perri de Carvalho, Carlos Campetti, Jorge Hessen, Oceano Vieira de Melo e Paulo Henrique de Figueiredo.

Coprodução: Autores Espíritas Clássicos / ArtEspírita | © 2018 – Todos os direitos reservados

 

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ARTIGO: “No futuro, o Espiritismo não precisará mais ser chamado por esse nome”

Entrevista a Manoel Fernandes Neto – 18-11-2013

Um dos maiores pesquisadores do País, editor, jornalista e criador da antiga revista Universo Espírita, Paulo Henrique de Figueiredo concede entrevista exclusiva para o portal Nova Era e conta sobre seu novo livro sobre Allan Kardec.

Fala dos motivos que levaram ao fim a revista Universo Espírita e reflete sobre os “Cavalos de Tróia” do Espiritismo e de um espiritismo como Ciência.

Diz que o futuro pra Terra é promissor:

” Esse dia será os tempos de felicidade na Terra. E então o Espiritismo não precisará mais ser chamado por esse nome, pois será o senso comum e a ciência do futuro, posse comum de toda a humanidade.”

– Você comentou na palestra de um livro de pesquisa sobre Kardec que você está escrevendo, pode nos falar um pouco sobre isso?

Paulo Henrique de Figueiredo: Venho de uma família espírita atuante no movimento espírita desde meus avós. Desde criança, frequentei locais como as Casas André Luiz, Federação Espírita, U.S.E., a Casa Transitória do senhor Gonçalves, onde ouvi palestras de Herculano Pires. O Grupo Noel da dona Martinha e o Espírito de Noel Rosa, que meus pais participaram da fundação. Visitávamos a casa do Chico Xavier em Uberaba, em meio aos seus gatos e uma conversa muito interessante.

Quando jovem, lia as coleções que me chegavam às mãos, como Conhecer, Enciclopédia Britânica, Tesouro da Juventude, Grandes Obras da Literatura. Foi quando conheci a coleção da Revista Espírita escrita por Allan Kardec durante dez anos. Ele publicou pessoalmente, mês a mês. Achei fantástico conhecer o cotidiano da construção do Espiritismo. A descrição das reuniões, as investigações, as mensagens, os debates dos quais participavam os espíritos. É como se pudesse voltar no passado e estar lá, no salão da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, em Paris.

Um tema me intrigava, o magnetismo animal. Kardec dizia que Espiritismo e Magnetismo Animal eram ciências gêmeas, e afirmou então que não seria possível conhecer uma sem compreender a outra. Todavia, quase nada havia para se ler sobre esse assunto. Comecei a pesquisar, e descobri que não havia nada traduzido de Mesmer, o criador do magnetismo animal, em português. Consegui as obras originais da Biblioteca Nacional da França, e o doutor Alvaro Glerean, professor da Faculdade de Medicina da USP, traduziu essa mais de uma dezena de obras clássicas da história do magnetismo animal. O resultado desse estudo sobre Mesmer e sua influência sobre o Espiritismo foi a obra “Mesmer, a ciência negada e os textos escondidos”, com a segunda edição esgotada. Devemos ter a terceira edição no próximo ano.

Todo esse trabalho faz parte de uma pesquisa mais ampla de recuperação dos conceitos doutrinários originais do Espiritismo, pesquisados por Kardec no século 19. Não é possível compreender a doutrina espírita original sem uma reconstrução da cultura da época. Quais as teorias aceitas então na Física, Química e Biologia? Esse é a pesquisa que empreendi nos últimos anos e devo publicar proximamente.

– Utilizando uma metáfora de Herculano Pires, bem lembrada por você, quais são hoje os principais “cavalos de Troia” do espiritismo?

Paulo Henrique de Figueiredo: Os principais cavalos de Tróia do movimento espírita não são pessoas, mas ideias equivocadas, mantidas pela ignorância e também pela ardilosa má intenção de espíritos pseudo-sábios. Kardec já havia anunciado essa atuação e teve que lutar muito para distingui-los, e denunciá-los, do Espiritismo verdadeiro. Haviam grupos espíritas que pretendiam um Espiritismo sem prece, até mesmo sem a atuação dos espíritos, considerando que os filósofos eram mais adequados para se estudar. Teorias equivocadas, quando assim identificadas, são úteis para relevar a lógica e força da teoria espírita. O problema é quando a falta de estudo ofusca a razão, e tudo se mistura, cambiando para a superstição e o misticismo. O cavalo de madeira foi um engenho entregue pelos gregos, com os inimigos em seu interior, para assaltar a cidade de Tróia. Kardec, todavia, afirmava que o pior inimigo do Espiritismo não eram seus detratores e difamadores dos púlpitos ou jornais. Mas os que se diziam espíritas, infiltrados em seus meios, e eram deturpadores dos ensinamentos dos espíritos. Hoje está ainda mais difícil separar o joio do trigo, tão desconhecido está o Espiritismo.

– A revista Universo Espírita ainda hoje é uma referencia sobre jornalismo espírita, porque falava também para fora do espiritismo, para os não-espiritas. Por que terminou o projeto? Quais são as maiores dificuldades com projeto editoriais como este?

Paulo Henrique de Figueiredo: A Revista Universo Espírita durou o quanto conseguimos mantê-la. Tivemos um grande apoio dos leitores, mas não havia anunciantes. Um empresário nos procurou, desejando anunciar porque acreditava no projeto e adorava ler a revista. Pediu que falássemos com a sua agência de propaganda, que, por sua vez, contrariando o pedido do empresário, recusou anunciar pois poderia prejudicar a imagem da empresa, envolvendo-a com “religião”. Por outro lado, nossa linha editorial não agradava algumas editoras que publicavam no meio espírita. Nunca fazíamos concessões, publicávamos críticas justificadas, não havia a possibilidade de fazer matérias recomendando lançamentos de livros que não estavam de acordo com a doutrina espírita. Alguns editores achavam que ao pagar uma propaganda, as matérias e entrevistas seriam favoráveis às suas publicações, o que é comum em revistas.

Pouco do que se publica hoje está em acordo com Kardec. Há pobreza não só quanto ao conteúdo relacionado aos conceitos doutrinários, mas inclusive quanto aos aspectos literários. Textos repetitivos, ideias fracas, conceitos absurdos. Os equívocos que foram combatidos por Herculano Pires, Deolindo Amorim, Ivonne Pereira e tantos outros no passado, hoje se generalizam, tomam centenas de tribunas, ocupam folhas de livros, revistas e jornais por todo o Brasil. Muitos centros espíritas estão abarrotados de quinquilharias literárias e bisbilhotices oratórias. Fico preocupado com centenas de pessoas que, após ler Kardec com interesse, procuram casas espíritas para conhecer o Espiritismo, e encontram tudo menos ele. É uma crise. Mas há muita gente boa estudando e pesquisando pelo Brasil afora. Estão nas Universidades, em grupos de estudo e em casas e casebres. Estão espalhados e muitos não se conhecem. Não fazem parte do movimento espírita organizado. São muitos, aos poucos se multiplicam, e tenho certeza que causarão grandes mudanças num futuro próximo. Toda crise é também uma oportunidade.

– Qual o significado da experiência no rádio com o programa Universo Espírita?

Paulo Henrique de Figueiredo: Quando nos convidaram para fazer um programa de rádio, não achava adequado tratar do Espiritismo com um monólogo. A natureza da doutrina espírita é a educação, e seu meio adequado de construção é o diálogo. A Rita Foelker, que mora em Jundiaí, escrevia a coluna Filosofia Espírita para crianças na Revista Universo Espírita, liguei convidando e ela aceitou na hora. Desde o primeiro dia de gravação, o programa é um diálogo aberto, espontâneo e de improviso. É assim até hoje, anos depois, contando agora com a participação da Cristina Sarraf e do George de Marco. Passa na Rádio Boa Nova de Guarulhos, na Radio Rio de Janeiro, é reproduzido no Ceará e em Minas Gerais.

O Espiritismo é uma doutrina atual, cotidiana, toca em todos os ramos do conhecimento. O seu estudo é progressivo, diverso. Quando bem compreendido, atrai a atenção dos jovens, provoca questionamento. Seu clima é de entusiasmo e alegria. Acredito que também eram assim os ensinamentos de Jesus. Ele falava usando exemplos do cotidiano, intrigava e fazia rir. Kardec também era uma boa conversa, atendia ao serviçal e ao príncipe com a mesma atenção. Essa é a inspiração do nosso programa de rádio, e por isso é agradável fazê-lo.

– Ainda existe um debate sobre o espiritismo ser ou não ser uma religião formal, com muitos centros ainda a tratarem como tal. Como você vê esta assunto?

Paulo Henrique de Figueiredo: Allan Kardec não passou um ano que fosse sem precisar reafirmar que o Espiritismo não era uma religião, mas uma ciência filosófica, com consequências morais. Nos tempos de Kardec, havia uma compreensão da moral e da religião como temas independentes, que podiam ocupar espaços independentes na cultura. A moral era estudada na Universidade e ensinada nas escolas. Hoje isso não faz parte da nossa realidade atual. A moral filosófica só é conhecida por alguns poucos especialistas em faculdades de Filosofia e as escolas a abandonaram completamente.

Quem mais se interessava em afirmar que o Espiritismo era uma nova religião eram representantes da igreja católica. Isso porque, sendo uma religião, o Espiritismo não passaria de uma nova variação dogmática, em disputa por legitimidade. Não estaria, então, num âmbito de debate, mas ficaria restrito a uma luta de autoridade. Segundo Kardec, o Espiritismo não se opõe ao debate, mas o propõe como ferramenta fundamental da fé racional. O Espiritismo não é para ser aceito simplesmente, mas precisa ser estudado, questionado e compreendido. Não é uma religião formal, mas trata dos temas caros a todas elas: imortalidade da alma, Deus e vida futura. O Espiritismo se opõe tanto à negação do espiritualismo, que é o materialismo, como também ao fanatismo e a fé cega.

– 100 anos de nascimento de Herculano Pires. Qual o significado desse pensador para o espiritismo?

Paulo Henrique de Figueiredo: Herculano não foi bem compreendido em seu tempo. Seus estudos sobre pedagogia espírita pareciam o capricho de um estranho filósofo. Suas denúncias eram acusadas de exageradas e desnecessárias. Muitos acusavam suas obras de detalhismo excessivo sob um pretexto de defender o Espiritismo. Por outro lado, Emmanuel, pelo lápis de Chico Xavier, o chamou “o melhor metro que mediu Kardec”.

Hoje, centenas ou até milhares de espíritas o reconhecem como precursor de uma recuperação da obra de Kardec, que apenas timidamente se inicia, mas que certamente será os bastidores de uma grande revolução moral, participando da maior transformação que jamais a humanidade viu.

Não importa se esse processo leve um, dois o três séculos, não importa, pois será uma mudança definitiva. Um dia, feliz para este mundo, todas as crianças nascerão com oportunidade de estudo, trabalho e acesso à cultura. Haverá harmonia e paz, pois todos serão rigorosos em agir desse modo, pois essa é a verdadeira garantia da liberdade. Todos respeitarão os outros, pois essa será a garantia da segurança. Não haverá necessidade do forte abusar do fraco, pois ele compreenderá seu papel de subir o caminho que ele antes já trilhou. Ninguém disputará, pois haverá espaço para todos. Esse dia será os tempos de felicidade na Terra. E então o Espiritismo não precisará mais ser chamado por esse nome, pois será o senso comum e a ciência do futuro, posse comum de toda a humanidade.

Fonte: http://www.se-novaera.org.br/site/modules.php?name=Conteudo&pid=1475

DOCUMENTÁRIO: Eurípedes Barsanulfo Médium e Educador

Aluno do Colégio Miranda, desde cedo auxiliava os professores, explicando aos próprios colegas de classe. Conquistou o respeito de todos pelo seu comportamento e dedicação ao estudo. Graças à sua vontade de aprender, alcançou uma excelente formação cultural, nos mais variados campos do saber.

TEXTO: Entrevista com Cosme Massi sobre a Ciência Espírita e o movimento espírita

Nascido em 27 de setembro de 1958, na cidade de Três Rios, estado do Rio de Janeiro, é um educador, filósofo, palestrante e escritor, conhecido por ser um grande estudioso da ciência e filosofia espíritas baseadas nas obras de Allan Kardec há mais de 30 anos.

COMO FOI SEU ENCONTRO COM O ESPIRITISMO? (EM QUE ANO?)

Conheci o espiritismo ainda na juventude, no ano de 1972.

QUAL É O CONCEITO MAIS ADEQUADO DO ESPIRITISMO EM SUA OPINIÃO?

São dois conceitos, aqueles que Allan Kardec apresenta no Preâmbulo da obra “O que é o Espiritismo?”:

1 – “O Espiritismo é, ao mesmo tempo, uma ciência de observação e uma doutrina filosófica. Como ciência prática ele consiste nas relações que se estabelecem entre nós e os Espíritos; como filosofa, compreende todas as consequências morais que decorrem dessas mesmas relações.”

2- “O Espiritismo é uma ciência que trata da natureza, origem e destino dos Espíritos, bem como de suas relações com o mundo corporal.”

QUAL É O GRANDE DESAFIO DO ESPIRITISMO HOJE?

Ser divulgado e compreendido a partir das obras de Allan Kardec. São 23 livros que precisam ser conhecidos e estudados por aqueles que desejam aprender o que é o Espiritismo.

ACABAMOS DE PASSAR PELO ANIVERSÁRIO DE KARDEC, QUAL É A IMPORTÂNCIA DE KARDEC PARA A ATUAL SITUAÇÃO QUE PASSAMOS NO MOVIMENTO ESPÍRITA?

Kardec é um dos criadores do Espiritismo, juntamente com os Espíritos que o ajudaram na elaboração da doutrina espírita. Ele foi o Espírito Superior encarnado que melhor compreendeu e expressou em linguagem simples e profunda os pensamentos do Espírito de Verdade e de seus discípulos. Os textos de Kardec, seus 23 livros, apresentam de forma clara toda a estrutura científica e filosófica do Espiritismo. A consistência lógica, a explicação científica dos fenômenos espíritas, a argumentação e a metodologia adotada colocam as obras de Kardec no mesmo nível das grandes produções cientificas e filosóficas de todos os tempos.

QUAL É O PAPEL DA FILOSOFA ESPÍRITA?

Responder de forma consistente as principais questões filosóficas a cerca do que é o homem, sua natureza espiritual, sua origem e seu destino futuro. Nenhuma filosofa antes de Kardec apresentou respostas tão completas e tão bem apoiadas numa genuína ciência da alma. As consequências filosóficas da ciência espírita permitem uma mudança radical no ponto de vista do homem a cerca da sua vida na Terra. Sua verdadeira e definitiva vida é a vida como Espírito imortal. A vida material é apenas um breve estágio na sua caminhada evolutiva.

DIANTE DE TANTOS AVANÇOS E CONQUISTAS NAS CIÊNCIAS, COMO FICA A CIÊNCIA ESPÍRITA?

Fica do mesmo jeito tal como foi proposta por Kardec. A construção da ciência espírita apresentada por Kardec é sempre atual. Como Kardec já tinha observado, o espiritismo não é da alçada da Ciência. As ciências ordinárias tratam da matéria e seus efeitos. O espiritismo tem como objeto de estudo a alma imortal. Enquanto as ciências negarem a existência do Espírito e considerarem que o homem é apenas um corpo que pensa, elas não se ocuparão do espiritismo e este em nada dependerá delas para o seu desenvolvimento.

A CIÊNCIA ESPÍRITA CONTINUA ATUAL E SEU MÉTODO AINDA TEM VALIDADE?

Sim, como toda ciência bem construída e cujas leis continuam explicando todos os fenômenos espíritas observados. O Espiritismo é uma ciência de observação e dentro do seu domínio de fenômenos nenhum princípio novo precisou ser formulado para dar conta desse domínio. Ele permanece atual, passados mais de 150 anos de sua formulação precisa por Kardec.

COMO FAZER CIÊNCIA ESPÍRITA HOJE?

Seguindo o programa de pesquisa que constitui a ciência espírita e que se encontra plenamente formulado nas obras de Kardec. Toda ciência, como um programa de pesquisa progressivo, contém em si mesmo os caminhos que deverá percorrer para o seu desenvolvimento. Ciências que não tenham regiões de fronteira não precisam umas das outras para se desenvolverem. É um erro metodológico achar que as contribuições das ciências materiais modernas, como a física por exemplo, possam ser utilizadas no desenvolvimento do espiritismo. Quem quiser contribuir para o progresso da ciência espírita deve, primeiramente, compreender com profundidade o pensamento dos Espíritos formulado nas obras de Kardec, para poder, seguindo as orientações do paradigma proposto nessas obras, avançar nos estudos a cerca dos Espíritos e suas relações com os homens.

QUAL SUA OPINIÃO ACERCA DO SINCRETISMO NO MOVIMENTO ESPÍRITA BRASILEIRO?

Esse sincretismo é o resultado da falta de estudos e compreensão das obras de Kardec. Seus textos são tão claros que não permitem interpretações conflitantes. Ele mesmo vai dizer na Revista Espirita que sempre buscava explicar com clareza todos os princípios espíritas e suas principais consequências para que não houvesse margem para interpretações contraditórias.

O CIENTIFICISMO NAS SOCIEDADES ESPÍRITAS SE ESTAGNOU DEVIDO A ASPECTOS CULTURAIS OU OUTROS MOTIVOS?

Talvez seja o resultado daquilo que já disse antes, a falta de estudos mais profundos da obra de Kardec. Enquanto não se compreender com clareza e profundidade o paradigma, ou o programa de pesquisa progressivo, proposto nas obras de Kardec, não se pode pretender o desenvolvimento da ciência espírita.

COMO PODEREMOS PRETERIR O RESPEITO DA COMUNIDADE CIENTÍFICA PERANTE A CIÊNCIA ESPÍRITA?

A comunidade científica saberá dar o respeito devido à ciência espírita quando conhecer e estudar as obras de Kardec. Por isso, penso que o melhor caminho seja o de divulgar e explicar essas obras notáveis. Kardec fala por si mesmo. Seus textos, quando estudados, são o melhor exemplo de como é possível propor uma genuína ciência da alma. Por outro lado, não vejo que seja necessário o aval da comunidade científica. O espiritismo e os espíritas não dependem desse aval, nem para o seu desenvolvimento, nem para a sua compreensão e prática. Todos aqueles que estudam e compreendem o pensamento de Kardec sabem da sua real importância para a própria vida. Cabe a cada um de nós, espíritas, compreender Kardec para viver Kardec.

Obrigado,
COSME MASSI

Cosme Massi é um dedicado discípulo de Allan Kardec, compreendendo profundamente o pensamento e os objetivos do Codificador, atualmente compõe diversos materiais audiovisuais objetivando disseminar a Ciência e a Filosofia Espíritas corretamente. Seu nome figura no quadro dos grandes divulgadores da obra do mestre francês, onde está gravado também, o nome de Herculano Píres e tantos outros homens dedicados inteiramente à causa espírita. Prestamos nossa homenagem a este pensador, desejosos de ver ampliaram-se seus projetos para o movimento espírita, que tanto necessita de uma melhor compreensão das obras fundamentais da Doutrina Espírita.

Fonte: http://jornalcienciaespirita.spiritualist.one/entrevista-com-cosme-massi-sobre-ciencia-espirita-e-o-movimento-espirita/